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boia

a teoria da infelicidade generalizada

Há tempos eu observo o comportamento das pessoas. Seja ele em público ou em ambientes fechados, sozinhas ou rodeadas por outras pessoas, ao vivo ou na internet.

A cada dia que passa vejo mais situações que demonstram o que eu penso sobre a maioria delas. Infelizes. Apenas isso. Infelicidade. As pessoas vem buscando a felicidade e a paz de espírito em coisas fúteis, supérfluas, em bens materiais. Todo mundo quer ganhar, não importa o que, as pessoas querem estar sempre à frente das outras. Provavelmente isso seja culpa do ego. Um exemplo que uso muito é o do trânsito, nele as pessoas aceleram carros para chegar primeiro do que as outras nos lugares, não respeitam os outros, pensam que só existem o carro delas ali, param no meio da rua, não respeitam pedestres, ciclistas, ninguém. Eu realmente acredito que o trânsito caótico é o reflexo de nossa sociedade. Continuando essa disputa, fora dele as pessoas querem ter um celular top, fazer uma academia top, ter um carro top, tudo top. E por quê? Não se engane se você pensa que é porque ela se sente mais feliz com isso, como eu mencionei o que ela quer é ganhar. Tudo o que ela faz visa ser melhor do que os outros. Cria na cabeça dela mesma uma competição inútil que poderia até ser imaginária se tantas outras pessoas não entrassem na pilha dela. Essas coisas todas são apenas um ponto da infelicidade. Tem gente que é infeliz pela inveja alheia, infeliz porque trabalha com algo que não gosta, infeliz porque nem se quer cogita ajudar o próximo e assim por diante. A infelicidade tem várias nuances.

Toda essa competição, desencadeada pela infelicidade, em determinado momento se torna intolerância. E nessa intolerância percebo a necessidade que o ser humano tem em querer brigar, discordar, humilhar, não respeitar e mostrar que, com certeza, você esta errado e ele certo. Mesmo quando o assunto em questão for uma opinião pessoal sua. Porque para o infeliz, a opinião dele sobre o mundo esta certa, a sua errada.

Ontem fiz um post que gerou muita revolta alheia. Comentaram o post no blog com ironias, disseram que eu não tinha noção do assunto, que eu deveria pesquisar, mandaram email perguntando se eu sabia inglês, queriam provas do que eu falava, disseram que eu estava errada, que eu não tinha argumentos, fui chamada de Sra. Arrogância, meu blog foi definido como um blog pequeno, fui acusada mais uma vez de escrever mentiras, duvidaram do que eu escrevia, dentre várias outras mensagens que recebi. Alguns eu perdi o meu tempo respondendo (o que vejo que foi tolice minha).

O que me surpreendeu foi ver que um post, com opiniões minhas, rendeu tanta desavença. Gente mesquinha brigando, gente querendo me humilhar, gente querendo mostrar que é melhor do que eu, gente querendo que eu apagasse o post e assim por diante. O que todas elas não entenderam ou não entendem é que o post tenta apenas alertar as pessoas para que não caiam no conto do vigário como eu cai. O post não ofende ninguém, não cita nomes. Eu não precisava ter feito esse post. Podia ser um típico humano e deixar que as outras pessoas se danem mas não sou assim e nunca serei. Acho que o que faltou em todos os que brigaram comigo foi o respeito. Apenas isso. Uma coisa é você discordar de uma opinião e querer debater de maneira saudável isso. A outra é você discordar, começar uma discussão brigando, ofendendo, tentando humilhar e querendo mostrar que você é melhor que o outro.

Se essas pessoas que brigam por tudo ao acabar a discussão se sentem em paz e felizes, quem sou eu para afirmar que elas estão erradas? Eu não sou nada. Eu sou como um grão de areia na praia, sou um grão nesse universo.

Aos que me escreveram coisas positivas, obrigada. Aos que escreveram coisas negativas, obrigada também, vocês me ajudaram com a minha teoria e eu espero do fundo do coração que vocês sejam pessoas felizes fora da internet.

Hoje, me vem apenas aquele ditado na cabeça: “Quando um não quer, dois não brigam”.

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